ESTE ARTIGO FAZ PARTE DO NOSSO RELATÓRIO SOBRE O ESTADO DA NEUROCIÊNCIA NA AMÉRICA LATINA.

Headshots of the leaders of new labs in Latin America.
Começando com força total: o diretório apresenta novos laboratórios estabelecidos por pesquisadores na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia, no México e no Uruguai.
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Diretório do The Transmitter de novos laboratórios na América Latina

Conheça neurocientistas em início de carreira que criaram novos laboratórios ou linhas de pesquisa independentes na América Latina nos últimos cinco anos.

Helen Mendes Lima traduziu este artigo.

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O diretório do The Transmitter de novos laboratórios na América Latina apresenta neurocientistas em início de carreira que criaram laboratórios ou estabeleceram linhas de pesquisa independentes em suas instituições nos últimos cinco anos. Você é um novo pesquisador principal na América Latina? Envie um e-mail para Francisco J. Rivera Rosario em [email protected] para ser incluído no diretório.

Os laboratórios estão listados em ordem alfabética e por país.

Argentina

Esteban Beckwith, pesquisador adjunto, Instituto de Investigación en Biomedicina de Buenos Aires (IBioBA)-CONICET

O Laboratório de Neurobiologia Comportamental de Beckwith investiga os mecanismos neurais e fisiológicos envolvidos no sono, nos ritmos circadianos e em outros comportamentos inatos, com interesse particular em como esses processos interagem com a imunidade e a fisiologia intestinal, utilizando a Drosophila melanogaster como organismo-modelo.  

Evelin Cotella, pesquisadora assistente, Instituto de Investigación Médica Mercedes y Martin Ferreyra (INIMEC)-Universidad Nacional de Córdoba-CONICET

Cotella estuda a programação, durante o desenvolvimento, da resposta ao estresse na idade adulta, com o objetivo de compreender os mecanismos de vulnerabilidade e resiliência ao estresse durante o desenvolvimento e suas implicações na etiologia dos transtornos psiquiátricos na idade adulta.

Daniela Di Bella, líder de grupo, Fundación Instituto Leloir

O laboratório de Di Bella estuda o desenvolvimento
do córtex cerebral e a diversificação dos subtipos
neuronais.

Verónica del Carmen Piatti, pesquisadora, Instituto Tecnológico de Buenos Aires (ITBA)

O laboratório de Piatti busca compreender como a atividade neural antecipa a próxima ação e como, por meio da ação, a rede biológica se reorganiza a partir do feedback de sua interação com o ambiente.

Noel Federman, pesquisador do CONICET, professor associado, Instituto Tecnológico de Buenos Aires (ITBA)

O laboratório de Federman investiga a dinâmica dos circuitos neurais envolvidos na aprendizagem, com ênfase especial na comunicação entre regiões cerebrais distribuídas, utilizando abordagens que combinam neurotecnologia de ponta, análise computacional e neuroetologia.

Laura Kaczer, pesquisadora independente, Universidad de Buenos Aires

Kaczer estuda como os seres humanos aprendem, processam e compreendem a linguagem, utilizando uma combinação de ferramentas comportamentais, neurofisiológicas e computacionais. 

Maximiliano Katz, líder de grupo, Instituto de Fisiología y Biofísica Bernardo Houssay-Universidad de Buenos Aires-CONICET

O laboratório de Katz estuda a regulação do eixo intestino-cérebro utilizando a mosca da fruta Drosophila melanogaster como modelo experimental.

Brasil

Simoni Avansini, pesquisadora, Universidade Estadual de Campinas

O laboratório de Avansini utiliza organoides e assembloides cerebrais derivados de células-tronco humanas para investigar os mecanismos da epilepsia resistente a medicamentos e desenvolver terapias de precisão.

Amanda Morato do Canto, pesquisadora principal e cientista pesquisadora, Universidade Estadual de Campinas

O laboratório de Morato do Canto investiga os mecanismos celulares e moleculares envolvidos na displasia cortical focal tipo IIb e na epilepsia resistente a medicamentos, utilizando abordagens multiômicas espaciais.

Andressa Radiske, líder de grupo, Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra, Instituto Santos Dumont

O laboratório de Radiske estuda os mecanismos neurais envolvidos na formação, expressão e atualização de memórias de medo em roedores e saguis.

Cleyton Sobrinho, professor adjunto e pesquisador principal, Universidade Federal de Minas Gerais

O Laboratório de Fisiologia Respiratória e Integrativa de Sobrinho investiga os mecanismos envolvidos no controle da respiração e como essas vias são alteradas em estados patológicos. O laboratório de Sobrinho também realiza pesquisas para desvendar como a perda de genes associados ao autismo altera a função respiratória.

Chile

Macarena Arrázola, professora assistente e pesquisadora principal, Universidad Mayor

O laboratório NeuroAging de Arrázola investiga os mecanismos celulares e moleculares que governam a vulnerabilidade e a degeneração da retina e dos circuitos visuais, com foco na atrofia óptica dominante, no glaucoma e no envelhecimento do sistema nervoso central.

Evelyn Avilés, professora assistente, Pontificia Universidad Católica de Chile

A pesquisa de Avilés concentra-se nos mecanismos moleculares que regulam a polaridade e a organização do tecido neuronal durante o desenvolvimento, utilizando a retina (e outros sistemas) como modelo para compreender a formação e a manutenção de circuitos neurais funcionais.

Víctor Cornejo Corona, professor assistente, Pontificia Universidad Católica de Chile

O laboratório de Cornejo Corona investiga os mecanismos da função sináptica e da plasticidade em mamíferos, utilizando técnicas avançadas de microscopia in vivo para estudar a dinâmica subcelular neuronal durante a aprendizagem e como esses mecanismos são alterados em distúrbios cerebrais.

Josefina Cruzat Grand, professora assistente, Instituto Latinoamericano de Salud Cerebral (BrainLat), Universidad Adolfo Ibáñez 

O laboratório de Cruzat estuda como o expossoma—nossas experiências biológicas, ambientais e sociais acumuladas ao longo da vida—influencia o envelhecimento cerebral, o risco de demência e a saúde cerebral.

Angélica Escobar Maldonado, professora adjunta, Universidad de Valparaíso

Escobar Maldonado combina técnicas comportamentais, quimio-genéticas, neuroquímicas e histológicas para estudar a base neurobiológica da compulsividade e dos comportamentos mal adaptativos, com foco na sinalização da dopamina.

Vicente Medel, professor assitente, Pontificia Universidad Católica de Chile

O laboratório de Medel estuda como a ativação organiza os estados cerebrais por meio de mecanismos neurovasculares e metabólicos que ligam a atividade neuronal à fisiologia sistêmica, com foco na cognição e no envelhecimento.

Joaquín Migeot Guajardo, pesquisador principal, Instituto Latinoamericano de Salud Cerebral (BrainLat), Universidad Adolfo Ibáñez 

O laboratório de Migeot Guajardo estuda o impacto do expossoma na saúde cerebral, no envelhecimento e na demência, com foco especial nas populações da América Latina.

Carolina Ochoa-Rosales, professora assistente e pesquisadora principal, Instituto Latinoamericano de Salud Cerebral (BrainLat), Universidad Adolfo Ibáñez

O laboratório de Ochoa-Rosales investiga fatores genéticos associados ao desenvolvimento da demência em populações geneticamente diversas. O laboratório também estuda as interações entre genes e expossoma e as trajetórias de envelhecimento por meio de mecanismos regulatórios epigenéticos e multiômicos.

Maritza Oñate, professora assistente e Jorge Vera, professor assistente, Universidad Mayor

Oñate e Vera—pesquisadores principais e também casados—estudam como as interações entre o cerebelo e o sistema dopaminérgico regulam comportamentos motores e não motores em estados saudáveis, no envelhecimento e em distúrbios neurobiológicos.

Enzo Pérez Valenzuela, professor assistente, Pontificia Universidad Católica de Chile

O laboratório de Pérez Valenzuela pesquisa como a exposição à cannabis durante períodos cruciais do desenvolvimento altera a maturação cerebral e leva a uma maior vulnerabilidade a distúrbios neuropsiquiátricos. 

Paula Slater Guzmán, professora assistente, Universidad San Sebastián

O laboratório de Slater Guzmán utiliza a rã Xenopus laevis para estudar o desenvolvimento e a regeneração neuronal na medula espinhal, com foco especial nos fatores intrínsecos e extrínsecos que regulam as respostas iniciais a lesões, incluindo metabolismo, mitocôndrias, citoesqueleto e microambiente extracelular.

Rafaella Zárate Canales, professora assistente, Universidad de Antofagasta

O laboratório de Zárate Canales utiliza a Drosophila melanogaster como modelo experimental para investigar alterações precoces na homeostase redox e sua contribuição para a disfunção neuronal e a vulnerabilidade durante o envelhecimento e doenças neurodegenerativas.

Colômbia

María Velásquez Toledo, professora assistente, Pontificia Universidad Javeriana

O laboratório de Velásquez Toledo integra pesquisa básica e trabalho clínico para estudar fatores genéticos, biológicos e contextuais associados à saúde mental e cerebral a partir de uma perspectiva interdisciplinar.

México

Ana Inacio, pesquisador título C, Universidad Nacional Autónoma de México.

O Laboratório de Circuitos Neurais para Ação de Inacio investiga como os circuitos neurais geram comportamento sensório-motor e se reorganizam para apoiar a recuperação após um acidente vascular cerebral.

Verónica López Virgen, professora pesquisadora, Universidad de Colima

López Virgen estuda o papel dos fatores de crescimento durante o neurodesenvolvimento e seu papel no autismo, utilizando uma abordagem multidisciplinar que combina neurobiologia molecular e análise comportamental.

Oswaldo Pérez Martínez, professor associado, Escuela Nacional de Estudios Superiores Unidad Juriquilla, Universidad Nacional Autónoma de México

O grupo de Pérez Martínez combina neurociência experimental, modelagem matemática e ciência de dados para investigar como o sistema nervoso codifica informações temporais e como os astrócitos contribuem para o processamento de informações no cérebro.

Uruguai

Matias Lorenzo Cavelli, professor assistente, Universidad de la República

O laboratório de Cavelli estuda as funções do sono e como os estados cerebrais reorganizam a comunicação entre o cérebro e o mundo externo, com foco especial na respiração, no processamento sensorial e no sono local.

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